- Semi-deuses! - Quiron chamou a atenção de todos e então fez-se silencio. Ainda em choque com o que acabara de descobrir encarei-o surpresa de mais para arriscar dizer alguma coisa. - O titã Cronos não mais está preso em seu exílio eterno no tártaro. Como um passado não muito distante sabem que Cronos tentou se reerguer, e teria conseguido se não fosse por Percy Jackson e os outros semi-deuses da profecia conseguiram derrota-lo, mas o que temíamos voltou a nós assombrar!
Houve um minuto de silencio antes de um murmúrio baixo começar a ecoar pela fogueira, desviei meus olhos do rosto de Quiron e fitei Alec com apreensão seus olhos verdes se levantaram do chão e me encararam com um "eu avisei" explicito em seu olhar, por mais que meu orgulho fosse maior e me advertisse para ignora-lo assenti em um "sim" rápido sabendo que naquele momento ele tinha razão. Isso pareceu surpreende-lo de uma forma estranha, uma sombra negra pairava sobre eles tornando impossível definir o que ele estava sentindo, apesar de tudo pude ver um mínimo sorriso aparecer em seus lábios.
- O que irá acontecer com a gente? - perguntou Hanna, líder do chalé de Apolo.
Quiron gemeu baixinho como se tivesse levado uma facada em seu estômago e então com os olhos marejados encarou cada um presente naquele acampamento.
- Cronos não deixara passar despercebido os semi-deuses, não depois de ter perdido para um de vocês. - ele disse por fim sua voz tinha um tom sombria e perturbadora. - Consultando o Oráculo, descobri que Jápeto, ou Lápeto titã do tempo da vida humana e da mortalidade criou um jogo, onde um de cada filho dos deuses irá lutar até a morte o semi-deus que sobreviver ao massacre ganhará o direito de viver com os outros...
Recuperei-me do choque de repente. Virei-me para Quiron confusa e ao mesmo tempo irritada.
- Mas e os deuses? - perguntei.
- Não podem mais ajuda-los crianças, eles foram presos no Olimpo por alguma magia maligna que provem de Cronos. - ele sussurrou de forma cansada. - Antes do por do sol de amanhã iremos seleciona-los. - e então olhou tristemente para Alec e para mim.
Ele não precisou dizer nada, eu sabia o que significava. Meu destino está selado assim como o de Alec, eu sou a única filha de Zeus depois de Thália e Jason, até onde eu sei nunca ouvira falar de mais ninguém que fosse seu filho até esta noite, eu não tinha escolha seria eu que iria lutar nos jogos criados por Jápeto. Eu não tinha escolha.
Senti minhas mãos começarem a tremer involuntariamente e minha respiração se acelerar transformando-se em um arfar contido enquanto era observada por todos os outros semi-deuses, exceto Alec quer parecia estar no mesmo estado que eu. Valerie saiu do meio de seus irmãos e correu em minha direção de repente tão assustada como o dia que a conheci, cinco anos antes quando ela tinha nove anos e eu apenas onze, parecia tão frágil, indefesa correndo de medo eu fizera companhia a ela durante sua estadia no chalé de Hermes - lugar onde sempre fiquei apesar de saber agora quem era meu pai. - ainda me lembrava de seus constantes gritos no meio da noite por conta de seus pesadelos. Naquele momento ela parecia ter nove anos de novo. Os cabelos louros estava sujos de terra e escapavam de seu rabo de cavalo, os olhos cinzentos estavam marejados de lágrimas.
Eu a abracei com força enquanto os outros semi-deuses iam em seus aposentados assustados. Sussurrei que tudo ficaria bem, que não havia nada com que ela precisasse se preocupar, mas sabia muito bem que não estava bem. Eu iria para os jogos, e talvez nunca mais voltasse.

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