"E o menino nunca mais chorou, e nunca se esqueceu do que aprendeu: que amar é destruir, e que ser amado é ser destruído."
Instrumentos mortais: Cidade dos Ossos
Nova York, Washington.
Uma semana antes.
Quando as pessoas lhe pergunta o que significa a imortalidade, muita delas diriam que seria a tranquilidade de saber que nunca iram morrer, ou arriscar-se a confrontar suas mentiras e entender claramente as consequências adquiridas por seus atos. Mas á imortalidade pode perder seu encanto quando se vivencia-a nunca encontrando á paz quando mais deseja, sucumbindo á dor de sempre dizer adeus e aos poucos vendo as pessoas no quais mais se importam esquecer completamente de quem um dia você fora. Will sabia de as consequências de ter escolhido a eternidade, mas não mais se atormentava por essa decisão.
No silencio da noite que se estendia como um véu negro e denso por sobre os prédios da pequena rua no Brooklyn, ele sentiu seus olhos percorrerem de forma defensiva a pequena e estreita viela. Dois séculos antes aquela viela assombrara suas memorias mais distantes, fora o lugar onde o demônio de olhos vermelhos e a boca cheia de sangue o atacara, transformando-o no que monstro que é nos dias de hoje e selando seu destino com a eternidade.
Um barulho não muito distante ecoou pela rua, sem pensar duas vezes se quer, Will correu em direção á viela e se escondeu nas sombras, não podia se dar ao luxo de ser pego por um dos lordes da corte, não depois do que fizera. O vento chicoteava suas costas com brutalidade, não que ele se importasse com isso, afinal seus ferimentos sempre se cicatrizavam em questões de segundos, todavia isso não diminuiu a tensão que se estava claramente exposta em seus músculos. Foi então que ele sentiu algo agarrar suas costas.
Antes que ele pudesse revidar a "coisa" o arremessou contra a parede de tijolos, esta por sua vez se desfez em pedaços caindo por sobre ele. Praguejando baixinho, Will se livrou da pilha de tijolos - que teria matado um humano - e então procurou com os olhos o que o havia jogado, ou quem.
Encostado na parede, ele viu um vulto negro se aproximar. Enquanto ele se aproximava Will reconheceu quem era, Peter seu ex-amigo que o havia traído dois meses antes, os cabelos louros pendiam de seu rosto magro, o nariz adunco estava franzido e os olhos cinzentos semi cerrados avaliando-o com desdém, a pele - tão pálida quanto a de Will - reluzia na luz da lua cheia, como a visão de um fantasma do passado retornando á assombra-lo.
- Ora, ora o que encontramos aqui? - ironizou ele.
- O que você quer? - rosnou Will entre dentes, os olhos azuis fixos no inimigo calculando mentalmente quanto tempo ele teria para conseguir derrota-lo.
- Nada, apenas relembrar os velhos tempos. - sorriu Peter de forma ameaçadora.
Will riu alto apesar de não haver humor algum na situação, pelo contrario sua risada de repente era ameaçadora como o rugido de um leão.
- Poupe-me de suas ironias Peter, eu te conheço á mais de séculos. Agora diga, o que você quer? - rosnou Will.
Os olhos de Peter deixaram de demonstrar a falsa compaixão e então se tornaram gélidos e ameaçadores. Will abriu um sorriso minimo, este é o Peter que eu conheço!Pensou ele satisfeito.
- Você sabe o que a corte quer. - disse Peter suavemente, de forma controlada. - Queremos a garota, e você irá traze-la para nós!
Will bufou baixinho e deu lhe as costas - apesar de saber que era errado, ele não resistiu em testar o inimigo, Peter, como ele bem conhecia, detestava ser ignorado.
- Eu não faço mais parte da corte. Não vou fazer nada com a garota. - disse ele olhando por cima do ombro.
Dessa vez foi Peter quem riu alto, o som fazendo com que as veias - ainda que mortas - de Will queimarem de ódio, de punhos cerrados ele se virou lentamente, encarando seu ex-amigo.
- É o que você pensa! - exclamou Peter. Em questões de segundos ele imobilizou Will enfiando-lhe uma estaca próxima a seu coração, não a ponto de mata-lo, mas sim de tortura-lo. - Você tem três semanas William. Não nos desaponte novamente. - sussurrou ele em no ouvido de Will.
Antes que Will pudesse protestar, ou simplesmente implorar lhe que o matasse Peter já havia desaparecido nas trevas da noite. Ele não tinha escolha, tinha que encontra-la.
Antes que ele pudesse revidar a "coisa" o arremessou contra a parede de tijolos, esta por sua vez se desfez em pedaços caindo por sobre ele. Praguejando baixinho, Will se livrou da pilha de tijolos - que teria matado um humano - e então procurou com os olhos o que o havia jogado, ou quem.
Encostado na parede, ele viu um vulto negro se aproximar. Enquanto ele se aproximava Will reconheceu quem era, Peter seu ex-amigo que o havia traído dois meses antes, os cabelos louros pendiam de seu rosto magro, o nariz adunco estava franzido e os olhos cinzentos semi cerrados avaliando-o com desdém, a pele - tão pálida quanto a de Will - reluzia na luz da lua cheia, como a visão de um fantasma do passado retornando á assombra-lo.
- Ora, ora o que encontramos aqui? - ironizou ele.
- O que você quer? - rosnou Will entre dentes, os olhos azuis fixos no inimigo calculando mentalmente quanto tempo ele teria para conseguir derrota-lo.
- Nada, apenas relembrar os velhos tempos. - sorriu Peter de forma ameaçadora.
Will riu alto apesar de não haver humor algum na situação, pelo contrario sua risada de repente era ameaçadora como o rugido de um leão.
- Poupe-me de suas ironias Peter, eu te conheço á mais de séculos. Agora diga, o que você quer? - rosnou Will.
Os olhos de Peter deixaram de demonstrar a falsa compaixão e então se tornaram gélidos e ameaçadores. Will abriu um sorriso minimo, este é o Peter que eu conheço!Pensou ele satisfeito.
- Você sabe o que a corte quer. - disse Peter suavemente, de forma controlada. - Queremos a garota, e você irá traze-la para nós!
Will bufou baixinho e deu lhe as costas - apesar de saber que era errado, ele não resistiu em testar o inimigo, Peter, como ele bem conhecia, detestava ser ignorado.
- Eu não faço mais parte da corte. Não vou fazer nada com a garota. - disse ele olhando por cima do ombro.
Dessa vez foi Peter quem riu alto, o som fazendo com que as veias - ainda que mortas - de Will queimarem de ódio, de punhos cerrados ele se virou lentamente, encarando seu ex-amigo.
- É o que você pensa! - exclamou Peter. Em questões de segundos ele imobilizou Will enfiando-lhe uma estaca próxima a seu coração, não a ponto de mata-lo, mas sim de tortura-lo. - Você tem três semanas William. Não nos desaponte novamente. - sussurrou ele em no ouvido de Will.
Antes que Will pudesse protestar, ou simplesmente implorar lhe que o matasse Peter já havia desaparecido nas trevas da noite. Ele não tinha escolha, tinha que encontra-la.

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