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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Jogos dos deuses cap.7: Má noticia

 Uma enorme cratera se formou no chão. Era profunda, e seu cheiro lembrava a fogo, todavia mais forte e intenso. Valerie tremeu levemente ao meu lado enquanto admirava comigo o gigante buraco. Algo não estava certo, eu podia sentir - praticamente "ver" - que o que quer que tenha feito o buraco era dono de uma força imensa, até mesmo Hades não conseguiria fazer algo assim... apesar de eu suspeitar levemente do senhor dos mortos.
  O burburinho começava a se formar envolta do local quando Quiron rompeu campo a dentro sem nenhuma expressão no rosto. Para minha surpresa ele não estava acompanhado do senhor D (Dioniso, o deus do vinho) que tinha o dever de nos manter em segurança.
  - Meio Sangues! - gritou ele. A voz cheia de autoridade e de repente muito mais severa do que eu já havia ouvido antes. - Silencio, por favor. - pediu ele suavizando levemente o tom de sua voz. - Trago a vocês noticias terrivelmente desagradáveis... - seus olhos começaram fitar cada rosto ali presente como se estivesse avaliando a capacidade de cada um com relação a noticia que ele iria anunciar. - O ataque de hoje mais cedo, não foi uma simples coincidência, estaremos liberando vocês filhos de Afrodite, Deméter, Dioniso entre outros que estarão a salvo dos monstros. O restante, filhos dos três grandes, filhos de Atenas, Ares, Apollo ficaram aqui até que eu lhe diga que é seguro sair.
  Senti minha respiração parar subitamente e meus olhos se arregalarem, afinal dentre todos ali eu era a única pessoa que não sabia de quem era filho, e isto me tornava uma completa inútil. Valerie agarrou meu braço demonstrando claramente o que eu outra hora havia percebido, algo estava muito errado.
  - Andem logo! Arrumem suas coisas. - ordenou Quiron serio e tenso.
  Comecei a andar em sua direção quando alguém puxou meu braço com força afastando-me dos outros campistas que iam discutir com Quiron.
  - Mas que droga... - comecei a dizer sendo interrompida por Alec que por sua vez colocou a mão em minha boca.
  - Shh! - ordenou ele, os músculos de seus braços tensos. Sua expressão era serio e penetrante. - Venha comigo.
  Hesitei antes de, sem opção, assentir em um sim com a cabeça. Podia sentir a desconfiança crescer enquanto avaliava os fatos desde o dia que ele chegara ao acampamento, antes dele chegar praticamente tudo estava em ordem e agora tudo o que fazia sentido estava se desfazendo rápido de mais, em uma velocidade preocupante.
  Continuamos a caminhar pela floresta escura e deserta, um vento forte começava a se intensificar pelas redondezas rugindo auto enquanto as folhas secas eram esmagadas pelos nossos pés, o céu cheio de estrelas significativas começava a ficar nublado. Não havia lua. Meu coração retumbou em meu peito novamente acelerando os batimentos cardíacos novamente, o cheiro de enxofre, ferrugem se intensificavam a cada vez que eu me aproximava do lugar onde Alec estava me levando. Sombrio, escuro, parecendo mais um lugar desolado como se este fosse apenas o inicio do fim do mundo.
  Mordi os dedos de Alec quando vi que estávamos caminhando sem rumo pela floresta. Ele grunhiu baixinho acompanhado por uma sequencia de palavrões enfurecidos, por fim me soltou.
  - Cara qual é o seu problema? - resmungou ele limpando a mãos nas calças e me fuzilando com os olhos.
  - Para onde estamos indo? - perguntei olhando ao meu redor e me certificando que não era uma armadilha.
  - Não é uma armadilha, por mais que a tentação seja grande, eu não quero matar você! - resmungou ele irritado, um sorriso perfeito de bad boy erguendo-se nos cantos de sua boca, mas seus olhos não estavam sorrindo pelo contrario pareciam assustados, quase desesperado.
  - Então por que me trouxe aqui? - questionei impaciente sem confiar nele.
  - Acho que tenho uma leve impressão do que está por vir... - ele começou passando a mão pelo pescoço de repente hesitante. Durante todo o tempo que estive ao lado de Alec nunca o vi dessa maneira.
  Suas ações eram despreocupadas, e quase sempre com a intensão de me perturbar ou me humilhar, mas agora ele parecia tão tenso como se estivesse prestes a enfrentar uma batalha de vida ou morte que me fez tremer levemente.
  - E o que é? - desafiei.
  - Quiron já lhe contou sobre Percy Jackson não contou? - perguntou ele. Assenti em um sim com a cabeça impaciente querendo saber a onde ele queria chegar com a conversa. - Cronos havia se reerguido...
  - Ok, mas o que isto tem haver com o ataque do Grifo e a cratera? - perguntei impaciente cruzando meus braços contra o peito.
  Ele pareceu pensar um pouco antes de responder.
   - A um padrão nas crateras, está vendo? - ele disse por fim apontando na direção de um barranco escuro que se formava em nossa frente. Outra cratera, do mesmo tamanho que a do acampamento e profunda demais para se pensar que fora Hades. - Eles voltaram... - sussurrou ele para si mesmo.
   - Quem? - perguntei confusa
   - Eu sou o filho de Poseidon e você que é lerda? - resmungou ele para si mesmo o sorriso debochado novamente em seus lábios. - Eles... os titãs Hayley.

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