Comprimi meus lábios em uma fina linha rígida. Cruzei meus braços semicerrando os olhos, e então o encarei.
- O que você quer? - repeti novamente controlando meu tom de voz, esforçando-me ao máximo para parecer civilizada. Ele se encostou na arvore ao meu lado despreocupadamente, seus olhos de esmeraldas desviando para o pequeno riacho atras de mim, um minimo sorriso brotou em seus lábios antes dele voltar a me encarar.
- Escute, não temos escolha a não ser começar a cooperar um com o outro, por tanto sugiro que esqueçamos o que aconteceu. - ele disse por fim. Um sorriso de bad boy perfeito tomando conta de suas feições o que me deixou mais confusa em acreditar no que ele dizia ou acerta-lo logo com a pedra que ainda estavam em minhas mãos.
- Por que será não consigo confiar em você? - ironizei dando um passo cauteloso em sua direção. Ele me observou cuidadosamente avaliando-me de cima a baixo. Tentando descobrir quais seriam meus próximos passos, e o quanto eu era forte perante a ele, o que quer que ele estivesse pensando seu sorriso de bad boy aumentou ainda mais deixando a mostra os dentes perfeitamente alinhados e incrivelmente brancos.
Ele ergueu uma sobrancelha dando de ombros, uma ato que claramente queria dizer "eu não sei", todavia seu sorriso se tornou presunçoso, quase convencido que me ganharia de todas as formas em uma luta. Ele deu mais um passo em minha direção ficando frente a frente, nossos olhos fixos sem ousar desviar-los.
- Todos nós sabemos que ninguém pode me enfrentar... - ele começou a dizer lentamente, desafiando-me silenciosamente. - Eu sou filho de Poseidon, o deus do mar, um dos três grandes. Em uma batalha justa, você perderia em um piscar de olhos.
Dei um passo para trás temendo a proximidade perigosa em que nos encontrávamos. Alexander era filho de Poseidon? Isso explicava os olhos incrivelmente belos. Estreitei novamente meus olhos observando-o cuidadosamente.
- Isto explica o ego incrivelmente grande. - contra ataquei com desdém na voz.
De todas as coisas que achei que ele faria me peguei surpresa com sua risada alta e clara. Ergui uma de minhas sobrancelhas claramente confusa.
- Você definitivamente, tem problemas! - resmunguei para mim mesma anotando mentalmente mais uma coisa que eu descobri sobre ele.
- Se ter um ego grande é dizer o que eu realmente sou, então sim... - Ele voltou a dizer, todavia se interrompendo apenas para que eu falasse meu nome.
- Hayley, - resmunguei com escarnio na voz.
- Então sim, Hayley eu tenho um ego gigante. Todavia isto não muda o fato de eu ter mais poder que você. - ele completou por fim dando de ombros como se aquilo fosse a coisa mais obvia no mundo.
Balancei minha cabeça sarcasticamente erguendo minhas mãos para o alto dizendo que havia desistido de tentar entender o que se passava por sua cabeça.
- Que bom que você entendeu, Hayley. - ele suspirou com satisfação na voz. - Alem do mais ninguém sabe quem é seu pai, ficaria injusto eu ter vantagem. - ele deu de ombros.
Sem conseguir aguentar mais um segundo se quer do que ele estava dizendo chutei sua canela direita desequilibrando-o, com um movimento rápido passei por de baixo de seus braços que tentavam me segurar e travei-os em suas costas, a ponta da pedra presa em sua garganta com força, porém não a ponto de corta-lo.
- Você não passa de um narcisista egocêntrico que se acha somente por ser filho de um dos três grandes. - eu sussurrei em seus ouvidos entre dentes. - Mas se quer um conselho, fique quieto na sua. Além do mais ficaria injusto eu ter vantagem. - resmunguei fazendo uma falsa imitação de sua voz rouca e grossa.
Pude ouvi-lo soltar uma sequencia de palavrões baixinhos quando o soltei. Assim que eu me virei me deparei com Valerie parada no meio do caminho alternando os olhares entre mim e Alexander - que agora estava se levantando do chão.
- Então, o que eu perdi? - perguntou ela sem jeito.

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