sexta-feira, 26 de julho de 2013
Jogos dos deuses Cap. 1: O novato.
O que vocês faria se descobrisse que em sua vida nada é normal? Que monstros perigosos o cerca, a espera de um incrível momento para matar você? Que suas escolhas pudesse não mudar o seu destino, mas também o da humanidade? Que segredos obscuros respondesse os subterfúgios criados pelos humanos?
Eu não sou uma garota normal como você, eu sou uma meio-sangue, filha de uma humana com um deus grego - sim eles existem, e estão mais perto de você do que imagina! - ou algo parecido. Eu tinha doze anos quando fui atacada por um monstro, ele tinha o corpo de um leão de mais de dois metros de altura, a pelagem era dourada e reluzia em meio ao por do sol, a cabeça era idêntica ao de uma águia, e as asas marrom a fazia parecer maior ainda. Eu deveria ter morrido.
Minha mãe fugiu comigo me levando para um acampamento conhecido como Acampamento Meio-Sangue, um lugar ótimo para pessoas como eu, longe de perigos e de qualquer prova que estou no século XXI e não na Grécia antiga! Quem é meu pai? Eu nunca soube direito quem é, apenas me colocaram no chalé 11, onde os filhos de Hermes, ficam desde então vivo aqui, presa.
- Ah, qual é esse verão irá ser demais! D-E-M-A-I-S! - disse Valerie ao meu lado batendo as mãos. Ela era minha melhor amiga, filha de Atena. Seus cabelos eram longos e estavam sempre presos em uma trança lateral estrategicamente elaborada, todavia podia ver pequenos cachos louros cair para fora da estrutura da trança quando ela corria, a pele era bronzeada e extremamente bela, (algo que no meu caso era de se dar inveja, pois eu era tão pálida quanto um defunto!) apenas os olhos cinzentos a tirava daquele ar californiano.
- Estou cansada de ficar aqui! Estou cansada de ver todo santo dia esse bosque! - eu reclamei, rabugenta.
Ela bufou baixinho ao meu lado, os lábios finos se erguendo em um meio sorriso animado.
- Você tem 16 anos, deveria estar feliz por não ter sido morta pelas benevolentes! - resmungou Valerie se virando para me encarar. Benevolentes era como chamamos as Fúrias, monstros que vivem no mundo inferior e servem para maltratar as almas.
- Hum... ok, mas você conhece sua mãe! A mais de anos espero pelo "chamado". - resmunguei cruzando meus braços irritadas, qual era o problema dos deuses? Não sabiam que existe telefones hoje em dia?!
- Ok, desisto. - resmungou ela erguendo as mãos para o alto e resmungando algo inteligível em grego.
Continuamos nos aproximando da área de arco e flecha quando ouvimos gritos, aplausos e saudações respeitosos vindos. Eu e ela nos entre olhamos com desconfiança.
- Quem será que chegou? - questionou Valerie.
- Vai ver é o Percy Jackson outra vez... ou quem sabe o Nico di Angelo - disse dando de ombros. Valerie me avaliou com os olhos semi-cerrados, critica.
- Você acha bonito o Nico? - perguntou ela com um sorriso largo se esboçando em seu rosto.
- Ah... Não! - disse sentindo os rubores aparecerem em minhas bochechas.
- Está vermelha. - provocou Valerie rindo baixinho.
- Não estou não. E o assunto acaba aqui. - disse voltando a andar rápido.
Não reparei que a multidão se aproximava de nós, até esbarrar em um garoto loiro que estava no centro. Acabei caindo no chão em uma possa de lama, levando comigo o tal garoto. Pude ouvir o silencio repentino percutir pelo local e pequenas risadas baixas e abafadas vindo de alguns semideuses, provavelmente algum dos meus "queridos" companheiros do chalé 11.
- Você não olha para onde anda? - perguntou o garoto se levantando o rosto para me encarar.
Ele tinha os olhos verdes como a água, arrogantes e extremamente convencidos, a pele bronzeada como a de um surfista da Austrália, ou Havaí, os cabelos eram louros e desgrenhados propositalmente para chamar a atenção das "garotas", o que eu duvidava que funcionasse. Ele era rude, arrogante e estranhamente bonito - não que eu estivesse achando isso! Ok talvez um pouco... - seus traços lembrava-me vagamente alguns pescadores que vi perto do porto a muito tempo quando minha vida era normal.
- Ah, alem de cega é surda! - resmungou ele com grosseria.
Me levantei sem dizer nada e voltei a andar em direção de onde estava meu arco. A raiva fervilhando em minhas veias, mas decidida a não entrar na provocação.
- Olha seu eu fosse você, não me provocaria hoje! - eu disse pegando uma flecha e colocando-a no arco.
- Eu não tenho medo de você. - desafiou ele. - Você sabe quem eu sou?
- Sim, um completo idiota. - provoquei por fim, virei meu rosto lentamente para observar quando ele avançou em minha direção, em punhos estava uma espada reluzente.
Em uma questão de segundos fui levada novamente para o chão de lama, desviei do golpe que ele deferia em minha direção, mirando novamente em seu rosto mas não consegui acerta-lo, a flecha por sua vez passou de raspão por seu peito, apenas fazendo um pequeno talho quase invisível. Ele olhou para a ferida e depois olhou para mim, os olhos verdes pegando fogo com ódio. Ele se preparava para me atingir com outro golpe quando a voz ameaçadora de Quiron ecoou pelo local:
- Já chega! Vocês dois venham comigo agora!
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